Na casa de campo, distante de toda euforia da cidade grande, é onde guardo as melhores lembranças, sejam elas de qualquer estação.
Naquele quarto pequeno e abafado, com piso e paredes de madeira para reforçar a simplicidade do lugar e o abajur velho e empoeirado que ainda ilumina levemente a parede apesar de não poder respirar.
Na luz alaranjada que se mistura a parede vejo nossas sombras, as sombras que um dia foram uma só, que emitiam palavras sem som, que transmitiam amor, ainda mesmo que uma simples paixão.
Sentada na cama as 3h da madrugada, imagino como seria se você estivesse aqui comigo, agora, olho novamente a parede e só o que vejo é a minha sombra solitária. Onde foi palco de um grande romance, e hoje, o que resta é um monólogo sem falas, um palco que virou platéia. Lembrando do espetáculo que um dia foi musical, que em noites de lua e sem lua, arrancava suspiros, e que hoje, é lembrado em ré menor.
De repente sinto uma dorzinha no peito, que talvez seja saudade, mas na dúvida prometo aguentar essa noite, deixo para morrer amanhã. Amanhã limpo a casa, toco um violão, escrevo minha última música, abro um vinho velho e vou encarar o relógio, esperando a hora chegar.
E quando chegar a hora, quando você entrar pela porta prometo morrer, morrer de amor por você, vou tocar minha música, a ultima música de saudade pra você, e se ainda tiver vinho para beber eu te ofereço, se não tiver, te deixo com vontade ao provar de minha boca, antes que nossas sombras se tornem novamente uma só, naquele quarto velho, as nossas sombras...
Naquele quarto pequeno e abafado, com piso e paredes de madeira para reforçar a simplicidade do lugar e o abajur velho e empoeirado que ainda ilumina levemente a parede apesar de não poder respirar.
Na luz alaranjada que se mistura a parede vejo nossas sombras, as sombras que um dia foram uma só, que emitiam palavras sem som, que transmitiam amor, ainda mesmo que uma simples paixão.
Sentada na cama as 3h da madrugada, imagino como seria se você estivesse aqui comigo, agora, olho novamente a parede e só o que vejo é a minha sombra solitária. Onde foi palco de um grande romance, e hoje, o que resta é um monólogo sem falas, um palco que virou platéia. Lembrando do espetáculo que um dia foi musical, que em noites de lua e sem lua, arrancava suspiros, e que hoje, é lembrado em ré menor.
De repente sinto uma dorzinha no peito, que talvez seja saudade, mas na dúvida prometo aguentar essa noite, deixo para morrer amanhã. Amanhã limpo a casa, toco um violão, escrevo minha última música, abro um vinho velho e vou encarar o relógio, esperando a hora chegar.
E quando chegar a hora, quando você entrar pela porta prometo morrer, morrer de amor por você, vou tocar minha música, a ultima música de saudade pra você, e se ainda tiver vinho para beber eu te ofereço, se não tiver, te deixo com vontade ao provar de minha boca, antes que nossas sombras se tornem novamente uma só, naquele quarto velho, as nossas sombras...
Arte de escrever para você. s2

lindo... muito lindo mana!
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