quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Contradições!

Hoje não quero escrever sobre nada, mas quero que saiba sobre tudo.

Às vezes penso verdades, escrevo mentiras e assim vou vivendo essa agonia.

Às vezes da uma vontade de correr bem devagar, de gritar baixinho,
De me refrescar com o sol como se dormisse em seu ombrinho.

Bebo sem ter sede, como sem ter fome, acordo dormindo, e mais uma vez estou com fome.

Durmo sem ter sonhos e acordo para sonhar,
Retiro do fundo da alma, o que ninguém consegue enxergar.

Fecho os olhos para ver, e ouço o silêncio dos pássaros a cantar,
Posso sentir sua presença, mesmo quando ao meu lado não está.

Presa em minha própria liberdade, censuro frases que só consigo pensar.

Às vezes dou risada com lágrimas, outras vezes lembranças de risadas me fazem chorar.

Meu coração respira o que o pulmão deixou de bombear, pois o cérebro velho, ainda não se cansou de trabalhar.

São contradições que estão soltas pelo ar,
São contradições que me fazem levantar.

E sem saber vou vivendo, e sonho que presa nelas, vou conseguir me libertar.


s2. Arte de escrever para você.

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