Noite escura, onde a lua se esvaíra... O vento anuncia a bela chuva que está por vir. Uma inquietação invade o meu ser, e de repente, me vem uma vontade de me atirar na chuva, como um desejo de criança, que só sossega quando consegue o que quer.Como se o banho de chuva fosse me tirar todas as dúvidas, como se pudesse me libertar, me fazer sentir livre a ponto de voar. Por um momento eu até sou capaz de voar, sei que sou, mas só por um momento. Aquele momento em que coloco os pés descalços no chão gelado, fecho os olhos, e começo a girar com os braços abertos, sentindo cada gota atingir meu rosto, e de repente todas as gotas me tomam conta, tomam conta do meu corpo, e já nem sinto frio, apesar da chuva gelada. É como se a chuva tocasse em meu coração, como se cada gota fosse uma nota sem pausa, sem compasso, perdida entre as linhas de uma partitura qualquer. E quando percebo estou dançando, dançando uma música no meu próprio ritmo, aquele ritmo que a vida me ensinou a dançar, aquele que só eu entendo, aquele que um dia eu pensei em te ensinar. Abro a boca como se pudesse matar minha sede, a sede da sua chuva, de suas gotas, de sua boca. Dá uma vontade de ser chuva as vezes, de cair em um rosto qualquer, de escorrer por um corpo qualquer e só parar quando encontrar a pulsação de um coração qualquer. Mais aos poucos vou perdendo o chão junto com a chuva que já está para ir embora, e deixa algumas de suas gotas jogadas pelo chão. Eu não abandono a chuva, nunca abandonei, espero até a ultima gota cair em minha mão, sei que nada é para sempre, nem mesmo a chuva. Ela é chuva por essência, mas sempre com gotas novas. Olho para o céu, e com um sorriso molhado agradeço pelas gotas que por um momento fizeram parte de mim. No quintal escuro só sobrou a solidão, a chuva se foi, e com ela toda dança, toda música, toda vontade de ser livre, e de voar.
E toda vez que chove é a mesma vontade, aquela vontade de ser chuva, de escorrer pelo teu rosto... procurando em qualquer, a sua chuva.
Arte de escrever para você. s2
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Metade de você em mim
Metade de mim quer saber de você todos os dias, a outra metade deseja não ter te conhecido
Metade de mim implora pelos teus beijos, a outra metade não lembra de tê-los recebido
Metade de mim quer você perto, a outra metade quer distância de você
Metade de mim implora pelos teus beijos, a outra metade não lembra de tê-los recebido
Metade de mim quer você perto, a outra metade quer distância de você
Metade de mim quer olhar em teus olhos, a outra metade se recusa a acreditar
Metade de mim quer ouvir a tua voz, a outra metade tampa os ouvidos
Metade de mim quer sentir teu perfume, a outra metade se conforma com uma flor
Metade de mim quer tocar em seus cabelos, a outra metade não suporta sua textura
Metade de mim quer fazer do teu abraço moradia, a outra metade não se sente segura
Metade de mim só aquece com o teu calor, a outra metade faz abrigo no frio
Metade de mim sorri quando recorda bons momentos, a outra metade chora de saudade
Metade de mim vira luz com o teu sorriso, a outra metade vira sombra quando lembra
Metade de mim dorme pra sonhar com você, a outra metade acordada fica
Metade de mim quer ver você atuar, a outra metade quer que você desça do palco
Metade de mim quer ver você dançar, a outra metade não suporta sua musica
Metade de mim quer tuas mãos em meu corpo, a outra metade quer fugir daqui
Metade de mim pensa em você todos os dias, a outra metade quer te esquecer
Metade de mim quer dizer palavras doces, a outra metade precisa gritar
Metade de mim diz que Te Ama, a outra metade que te Odeia
Metade de mim quer terminar de escrever, a outra metade já não aguenta mais lembrar.
Arte de escrever para você. s2
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Está na Hora!
Está quase na hora de te esquecer, de esquecer que me apaixonei por você e esquecer o quanto você me fez sofrer.
Está quase na hora de voltar a sorrir por um motivo qualquer, sorrir ao lado de alguém que não saiba o verdadeiro valor do meu sorriso, que não saiba do real motivo, por alguém que não saiba decifrar o meu olhar, por alguém que acha que sabe me amar, por alguém que se sinta bem ao meu lado e que eu finja na minha arte, por ela também gostar.
Está quase na hora de escolher um caminho e seguir, sem pressa de chegar. E que eu não olhe para trás, mas caso olhe, que nenhuma força me faça querer voltar.
Que eu volte a sorrir por tudo, e que deixe de sonhar acordada com um beijo que eu sei que me tiraria o ar... mas que talvez o gosto dele eu não vá provar. Que eu esqueça a dor que senti quando te perdi, e que eu me lembre de tudo que nos fez sorrir, sua risada ainda posso escutar, pois sei que foram sinceras, até o momento que naturalmente tiveram que acabar.
Está quase na hora de deixar de ser espectador da minha própria trama, que eu volte a atuar no meu palco, mesmo que ninguém possa notar. Que eu volte a tocar suas musicas, que eu me concentre apenas na melodia e esqueça as notas que só você era capaz de alcançar, e que eu aprenda a guardar meus poemas, onde ninguém jamais irá achar, pois quem não lê com a alma, nunca entenderá.
Está quase na hora, e toda hora é Hora.
Arte de escrever para você. s2
Está quase na hora de voltar a sorrir por um motivo qualquer, sorrir ao lado de alguém que não saiba o verdadeiro valor do meu sorriso, que não saiba do real motivo, por alguém que não saiba decifrar o meu olhar, por alguém que acha que sabe me amar, por alguém que se sinta bem ao meu lado e que eu finja na minha arte, por ela também gostar.
Está quase na hora de escolher um caminho e seguir, sem pressa de chegar. E que eu não olhe para trás, mas caso olhe, que nenhuma força me faça querer voltar.
Que eu volte a sorrir por tudo, e que deixe de sonhar acordada com um beijo que eu sei que me tiraria o ar... mas que talvez o gosto dele eu não vá provar. Que eu esqueça a dor que senti quando te perdi, e que eu me lembre de tudo que nos fez sorrir, sua risada ainda posso escutar, pois sei que foram sinceras, até o momento que naturalmente tiveram que acabar.
Está quase na hora de deixar de ser espectador da minha própria trama, que eu volte a atuar no meu palco, mesmo que ninguém possa notar. Que eu volte a tocar suas musicas, que eu me concentre apenas na melodia e esqueça as notas que só você era capaz de alcançar, e que eu aprenda a guardar meus poemas, onde ninguém jamais irá achar, pois quem não lê com a alma, nunca entenderá.
Está quase na hora, e toda hora é Hora.
Arte de escrever para você. s2
sábado, 9 de outubro de 2010
Um copo de leite, Por Favor!
Pra começar, um copo de leite bem gelado. Não há nada mais inspirador que um copo de leite gelado. Branco como o papel que me provoca, gelado como o coração de quem eu penso que amo e refrescante como a chuva de desejos e sonhos que às vezes tenta me molhar... É só dar o primeiro gole e já começo a recordar de uma historia que um dia pensei ouvir e talvez eu deva contar. Começo então, assim:
“ Era uma vez, duas famílias completamente diferentes, uma extremamente conservadora, a outra completamente liberal. O que elas têm em comum? Pra dizer a verdade nada, a não ser pelo simples fato de seus filhos estarem apaixonados um pelo outro.
O que fez com que os dois se aproximassem, era o amor, o amor pela arte, à arte de viver, a arte da dança, da musica, do teatro e do cinema. Aos poucos foram percebendo o quanto tinham em comum, e sem perceber estavam cultivando o amor, aos poucos.
A moça percebeu que amava o jovem rapaz, mas não teve coragem de dizer, teve medo que a amizade que tinham construído ao longo de meses, fosse destruída. O rapaz sentia a mesma coisa, do outro lado da cidade. E entre tantas figuras de linguagem, foram escolher logo a metáfora, onde diziam o que sentiam, sem falar o que deveriam. E assim foi durante meses. Até que então, a família da bela moça resolve mudar de país, a moça entra em completo desespero, ela não tem escolhas, precisa ir, e ao contar ao seu amor, desaba a chorar em seus braços, e diz o quando o ama, ele retribui dizendo que a ama também. O rapaz fica sem saber o que fazer, ainda não tinha condições nem de se sustentar, quando mais sustentar sua amada, por isso mesmo com uma vontade imensa de impedir que ela não fosse embora, ele diz para ela que vá, que é o melhor a se fazer. Eles se despendem com um beijo, o único.
“ Era uma vez, duas famílias completamente diferentes, uma extremamente conservadora, a outra completamente liberal. O que elas têm em comum? Pra dizer a verdade nada, a não ser pelo simples fato de seus filhos estarem apaixonados um pelo outro.
O que fez com que os dois se aproximassem, era o amor, o amor pela arte, à arte de viver, a arte da dança, da musica, do teatro e do cinema. Aos poucos foram percebendo o quanto tinham em comum, e sem perceber estavam cultivando o amor, aos poucos.
A moça percebeu que amava o jovem rapaz, mas não teve coragem de dizer, teve medo que a amizade que tinham construído ao longo de meses, fosse destruída. O rapaz sentia a mesma coisa, do outro lado da cidade. E entre tantas figuras de linguagem, foram escolher logo a metáfora, onde diziam o que sentiam, sem falar o que deveriam. E assim foi durante meses. Até que então, a família da bela moça resolve mudar de país, a moça entra em completo desespero, ela não tem escolhas, precisa ir, e ao contar ao seu amor, desaba a chorar em seus braços, e diz o quando o ama, ele retribui dizendo que a ama também. O rapaz fica sem saber o que fazer, ainda não tinha condições nem de se sustentar, quando mais sustentar sua amada, por isso mesmo com uma vontade imensa de impedir que ela não fosse embora, ele diz para ela que vá, que é o melhor a se fazer. Eles se despendem com um beijo, o único.
A moça segue o seu destino, e o rapaz vendo sua amada partir, diz em voz alta:
– Eu vou te esperar, haja o que houver, Te Amo.
Um ano se passou desde que se separaram, mas o amor que sentiam um pelo outro continuava forte, e parecia crescer a cada dia mais, eles trocavam fotos, e-mails, cartas e presentes, e apesar da distancia, sentiam o coração um do outro batendo bem pertinho um do outro.
Até que um dia o melhor amigo do rapaz o fez uma pergunta, que ele pensou um pouco antes de responder, e foi a seguinte.
– Por quanto tempo você é capaz de esperar pelo seu amor? E você acha mesmo que vale a pena?
O rapaz ficou surpreso com a pergunta, mas logo pensou na resposta, deu um sorriso de canto da boca e disse.
– Eu seria capaz de esperar pelo meu amor, a vida inteira, claro, tendo a certeza que ela me ama também, e se vale a pena? É claro que vale, nem que nos reste um único dia de vida juntos, eu sei que vai valer a pena, sentir seu cheiro, ganhar seu abraço e seu beijo, seu carinho, pra mim, é o suficiente e o que me faz esperar cada dia.
Seu amigo olhou com uma cara de espanto pela resposta tão convincente de seu amigo, e ficou sem palavras.”
Bom se realmente eles ficaram juntos eu não sei, nem sei se a historia é real, mas posso provar que a essência é verdadeira. É e talvez eu tenha escutado essa historia em algum lugar, ou não... Termino aqui com um copo de leite, que agora está quente, continua branco como o papel, mas agora talvez esteja quente como o meu coração, e não é tão refrescante como o meu desejo, pelo contrario, ele desce pela minha garganta como um veneno, aquele que eu mesma preparei.
s2. Arte de escrever para você.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
É Sempre a Mesma Coisa
É sempre a mesma coisa. Todos os dias a mesma vontade de escrever, o que exatamente, eu não sei. Sei que é sempre a mesma coisa, quando a casa adormece meus pensamentos começam a despertar, e todo dia é uma euforia fora do comum, não consigo controlar.
É sempre a mesma coisa, procuro o melhor lugar para começar a escrever, não importa onde, pode ser ao lado da janela em baixo das estrelas, não importa, precisa ser um lugar tranqüilo e inspirador ao mesmo tempo, um lugar cheio de silêncio e que tenha muito a me dizer, apenas isso.
Depois vem o papel, não pode estar amassado, nem rabiscado, precisa ser novo, depois eu o dobro ao meio. Em seguida vem o lápis, precisa estar bem apontado, como a ponta de uma agulha prestes a furar uma pele qualquer. E a borracha precisa estar limpa, mesmo que eu nunca acabo por usar.
Além disso, penso em algo para beber, o que beber? Água, leite, chá, chocolate quente, hum, não sei, talvez um vinho me caia bem, Hum que pena, não tem vinho, e lá se vai a minha inspiração. É sempre a mesma coisa, tenho milhares de coisas para escrever, mas nunca sei por onde começar, e se começo, não sei como terminar.
E as dúvidas, que figura de linguagem usar? Será que devo ser clara, talvez fique muito na cara, mas não é essa a intenção? Não sei, por isso a chamo de dúvida.
É sempre a mesma coisa, olho para o céu, procuro entre as nuvens, a lua, as estrelas e até um disco voador. Espera aí , um disco voador? Pois é, eu garanto que vi um entre as nuvens um dia desses.
É sempre a mesma coisa, você cansa de esperar pela inspiração, olha o relógio em seu pulso e percebe que não pode controlar o tempo, observa o celular silencioso sem nenhuma mensagem de boa noite, encara seu e-mail, e, nada. É sempre a mesma coisa.
Cansada da minha própria frustração, penso que é melhor ir dormir, na verdade não penso, o cansaço me convence, e nos meus sonhos as paginas em branco ainda me atormentam, pedem por palavras, ideias, gotas de pensamentos, mas já não quero mais pensar. Acordo, e mais um dia se sucede, já nem ligo mais.
É sempre a mesma coisa!
É sempre a mesma coisa, procuro o melhor lugar para começar a escrever, não importa onde, pode ser ao lado da janela em baixo das estrelas, não importa, precisa ser um lugar tranqüilo e inspirador ao mesmo tempo, um lugar cheio de silêncio e que tenha muito a me dizer, apenas isso.
Depois vem o papel, não pode estar amassado, nem rabiscado, precisa ser novo, depois eu o dobro ao meio. Em seguida vem o lápis, precisa estar bem apontado, como a ponta de uma agulha prestes a furar uma pele qualquer. E a borracha precisa estar limpa, mesmo que eu nunca acabo por usar.
Além disso, penso em algo para beber, o que beber? Água, leite, chá, chocolate quente, hum, não sei, talvez um vinho me caia bem, Hum que pena, não tem vinho, e lá se vai a minha inspiração. É sempre a mesma coisa, tenho milhares de coisas para escrever, mas nunca sei por onde começar, e se começo, não sei como terminar.
E as dúvidas, que figura de linguagem usar? Será que devo ser clara, talvez fique muito na cara, mas não é essa a intenção? Não sei, por isso a chamo de dúvida.
É sempre a mesma coisa, olho para o céu, procuro entre as nuvens, a lua, as estrelas e até um disco voador. Espera aí , um disco voador? Pois é, eu garanto que vi um entre as nuvens um dia desses.
É sempre a mesma coisa, você cansa de esperar pela inspiração, olha o relógio em seu pulso e percebe que não pode controlar o tempo, observa o celular silencioso sem nenhuma mensagem de boa noite, encara seu e-mail, e, nada. É sempre a mesma coisa.
Cansada da minha própria frustração, penso que é melhor ir dormir, na verdade não penso, o cansaço me convence, e nos meus sonhos as paginas em branco ainda me atormentam, pedem por palavras, ideias, gotas de pensamentos, mas já não quero mais pensar. Acordo, e mais um dia se sucede, já nem ligo mais.
É sempre a mesma coisa!
s2. Arte de escrever para você.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Luz e Sombra!
Na casa de campo, distante de toda euforia da cidade grande, é onde guardo as melhores lembranças, sejam elas de qualquer estação.
Naquele quarto pequeno e abafado, com piso e paredes de madeira para reforçar a simplicidade do lugar e o abajur velho e empoeirado que ainda ilumina levemente a parede apesar de não poder respirar.
Na luz alaranjada que se mistura a parede vejo nossas sombras, as sombras que um dia foram uma só, que emitiam palavras sem som, que transmitiam amor, ainda mesmo que uma simples paixão.
Sentada na cama as 3h da madrugada, imagino como seria se você estivesse aqui comigo, agora, olho novamente a parede e só o que vejo é a minha sombra solitária. Onde foi palco de um grande romance, e hoje, o que resta é um monólogo sem falas, um palco que virou platéia. Lembrando do espetáculo que um dia foi musical, que em noites de lua e sem lua, arrancava suspiros, e que hoje, é lembrado em ré menor.
De repente sinto uma dorzinha no peito, que talvez seja saudade, mas na dúvida prometo aguentar essa noite, deixo para morrer amanhã. Amanhã limpo a casa, toco um violão, escrevo minha última música, abro um vinho velho e vou encarar o relógio, esperando a hora chegar.
E quando chegar a hora, quando você entrar pela porta prometo morrer, morrer de amor por você, vou tocar minha música, a ultima música de saudade pra você, e se ainda tiver vinho para beber eu te ofereço, se não tiver, te deixo com vontade ao provar de minha boca, antes que nossas sombras se tornem novamente uma só, naquele quarto velho, as nossas sombras...
Naquele quarto pequeno e abafado, com piso e paredes de madeira para reforçar a simplicidade do lugar e o abajur velho e empoeirado que ainda ilumina levemente a parede apesar de não poder respirar.
Na luz alaranjada que se mistura a parede vejo nossas sombras, as sombras que um dia foram uma só, que emitiam palavras sem som, que transmitiam amor, ainda mesmo que uma simples paixão.
Sentada na cama as 3h da madrugada, imagino como seria se você estivesse aqui comigo, agora, olho novamente a parede e só o que vejo é a minha sombra solitária. Onde foi palco de um grande romance, e hoje, o que resta é um monólogo sem falas, um palco que virou platéia. Lembrando do espetáculo que um dia foi musical, que em noites de lua e sem lua, arrancava suspiros, e que hoje, é lembrado em ré menor.
De repente sinto uma dorzinha no peito, que talvez seja saudade, mas na dúvida prometo aguentar essa noite, deixo para morrer amanhã. Amanhã limpo a casa, toco um violão, escrevo minha última música, abro um vinho velho e vou encarar o relógio, esperando a hora chegar.
E quando chegar a hora, quando você entrar pela porta prometo morrer, morrer de amor por você, vou tocar minha música, a ultima música de saudade pra você, e se ainda tiver vinho para beber eu te ofereço, se não tiver, te deixo com vontade ao provar de minha boca, antes que nossas sombras se tornem novamente uma só, naquele quarto velho, as nossas sombras...
Arte de escrever para você. s2
domingo, 12 de setembro de 2010
O sorriso da Lua!
A lua está sorrindo hoje, transbordando vida através de seu brilho, roubando os olhares que tinham as estrelas, e que agora, sem dúvidas, eram todos seus.
Um tanto maravilhada pela sua graça, a lua vai desfilando em sua noite de poucas estrelas, e tentando na terra encontrar algo semelhante a sua alegria para poder comparar.
Logo se lembrou de uma menina, ela era tão feliz, que em toda noite de lua, e sem lua, dançava ao som das estrelas, em seu quarto, sozinha no escuro.
Procurou e procurou, mas dessa vez foi difícil de achar, pois a menina estava chorando baixinho, e seu coração parecia sangrar. A lua sorriu para a menina, como se pudesse ajudar, e a menina muito educada, retribui o sorriso, mas não pode disfarçar, ela tinha perdido seu amor, e resolveu a lua contar.
A lua ouviu aquela história, e resolveu por ela algo fazer, decidiu que só iria voltar a sorrir quando a menina encontrasse o que perdeu. O seu amor? Não, o seu sorriso.
Arte de escrever para você. s2
Um tanto maravilhada pela sua graça, a lua vai desfilando em sua noite de poucas estrelas, e tentando na terra encontrar algo semelhante a sua alegria para poder comparar.
Logo se lembrou de uma menina, ela era tão feliz, que em toda noite de lua, e sem lua, dançava ao som das estrelas, em seu quarto, sozinha no escuro.
Procurou e procurou, mas dessa vez foi difícil de achar, pois a menina estava chorando baixinho, e seu coração parecia sangrar. A lua sorriu para a menina, como se pudesse ajudar, e a menina muito educada, retribui o sorriso, mas não pode disfarçar, ela tinha perdido seu amor, e resolveu a lua contar.
A lua ouviu aquela história, e resolveu por ela algo fazer, decidiu que só iria voltar a sorrir quando a menina encontrasse o que perdeu. O seu amor? Não, o seu sorriso.
Arte de escrever para você. s2
domingo, 5 de setembro de 2010
Ao Seu Lado
És a beleza mais pura que pude imaginar
Tens um cheiro de flor do campo
Sua voz suave como uma canção de ninar
Sonho em um dia em teus braços me entregar.
Seu toque é como vento em tarde de verão
Seu olhar é como uma noite de luar
Tuas palavras se transformam em musicas
E nas partituras eu vou sempre te lembrar.
Tua pele tão macia, como lã e algodão
Teu abraço, faz do triste inverno o verão retornar
Quando andas faz balé, quando queres vem dançar
E o sorriso que em ti transborda, faz eu querer te amar.
Descobri que te amo ao encontrar suas verdades
Tudo me faz lembrar você, por isso a dor da saudade
Espero que sem pressa, sua pressa me leve a você
Pois é ao seu lado que eu quero pra sempre viver.
s2. Arte de escrever para você.
sábado, 4 de setembro de 2010
Suspiro!
![]() |
| "Os olhos mentem..." |
Em um suspiro de cansaço, deitei na cama atravessada, tive que encolher as pernas para não perder o equilíbrio e acabar caindo no chão.
Levantei minha cabeça para olhar a janela, vi o azul do céu que de tão claro fez meus olhos se fecharem. Em um suspiro profundo senti o cheiro do seu perfume e quando olhei você estava a atravessar a porta do meu quarto, caminhava com passos lentos em minha direção, deitou-se ao meu lado e segurou em minha mão, encostou sua cabeça em meu ombro e sussurrou-me meias palavras de amor...
Você levantou-se suavemente e se inclinou para me beijar, seus lábios estavam prestes a tocar os meus, sentia sua respiração se aproximando bem devagar, fechei os olhos e o meu coração se pois a disparar, esperei pelo seu beijo como jamais imaginei esperar, mas quando vi que demorava, abri os olhos sem pensar, foi quando percebi que era apenas um sonho, queria nele poder voltar, mas foi como as lágrimas que caíram de meus olhos e só o chão puderam tocar.
Levantei minha cabeça para olhar a janela, vi o azul do céu que de tão claro fez meus olhos se fecharem. Em um suspiro profundo senti o cheiro do seu perfume e quando olhei você estava a atravessar a porta do meu quarto, caminhava com passos lentos em minha direção, deitou-se ao meu lado e segurou em minha mão, encostou sua cabeça em meu ombro e sussurrou-me meias palavras de amor...
Você levantou-se suavemente e se inclinou para me beijar, seus lábios estavam prestes a tocar os meus, sentia sua respiração se aproximando bem devagar, fechei os olhos e o meu coração se pois a disparar, esperei pelo seu beijo como jamais imaginei esperar, mas quando vi que demorava, abri os olhos sem pensar, foi quando percebi que era apenas um sonho, queria nele poder voltar, mas foi como as lágrimas que caíram de meus olhos e só o chão puderam tocar.
s2. Arte de escrever para você.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Contradições!
Hoje não quero escrever sobre nada, mas quero que saiba sobre tudo.
Às vezes penso verdades, escrevo mentiras e assim vou vivendo essa agonia.
Às vezes da uma vontade de correr bem devagar, de gritar baixinho,
De me refrescar com o sol como se dormisse em seu ombrinho.
Bebo sem ter sede, como sem ter fome, acordo dormindo, e mais uma vez estou com fome.
Durmo sem ter sonhos e acordo para sonhar,
Retiro do fundo da alma, o que ninguém consegue enxergar.
Fecho os olhos para ver, e ouço o silêncio dos pássaros a cantar,
Posso sentir sua presença, mesmo quando ao meu lado não está.
Presa em minha própria liberdade, censuro frases que só consigo pensar.
Às vezes dou risada com lágrimas, outras vezes lembranças de risadas me fazem chorar.
Meu coração respira o que o pulmão deixou de bombear, pois o cérebro velho, ainda não se cansou de trabalhar.
São contradições que estão soltas pelo ar,
São contradições que me fazem levantar.
E sem saber vou vivendo, e sonho que presa nelas, vou conseguir me libertar.
s2. Arte de escrever para você.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
A Garota sem Coração.
Bella era uma garota cheia de vida, estava sempre sorrindo, sempre alegre, parecia ser imune a qualquer tipo de problema, quando chorava era de alegria, quando se calava era porque só ouvia, uma garota muito inteligente, cheia de objetivos e sonhos...
O tempo foi se passando, e sua alma continuava pura, mas chegando sua adolescência uma fase cheia de contradições, foram aparecendo alguns problemas, dúvidas e preocupações. Bella uma garota tímida, tentava esconder ao máximo suas dúvidas, mas elas estavam em tudo que via, em todos os lugares.
Foi quando Bella conheceu o amor, por um instante achou que fosse a solução para seus problemas, em parte até era, em outras não. Bella tinha se apaixonado completamente, e pela primeira vez entregou seu coração, fez muitos planos, escreveu cartas e poemas e as jogou no mar… jogou ao mar, mas em uma maré alta esse amor não foi capaz de atravessar.
Bella pegou seu coração de volta, um tanto machucado, e prometeu a ele que nunca mais iria amar. Prometeu, e por um bom tempo cumpriu, não quis saber de amor, construiu uma muralha em sua volta, e nela se sentiu no direito de ficar, seu coração demorou um tempo, mais foi esse mesmo tempo que o fez se recuperar.
Foi quando ao subir no muro procurando por estrelas, viu alguém que brilhava mais na terra, e seu olhar sim se parecia com o luar, e sem perceber começou a novamente se apaixonar, ao lado desse alguém tudo parecia tão perfeito, todo som se transformava em música, toda vogal em poesia, mas o destino parecia não facilitar, ao mesmo tempo em que aproximava também sabia separar, o destino foi cruel, pois nem uma chance deu para que pudesse se declarar, mesmo com as dúvidas sobre esse amor, resolveu se entregar, pois achou que dessa vez, saberia como lidar.
Bella tirou seu coração com a intenção de se entregar, mais logo de começo não teve coragem, parou na metade e resolveu esperar, esperou, esperou, e nada aconteceu, foi quando se viu sozinha sem saber o que fazer, dessa vez a dor em seu coração parecia não parar, e essa dor que sentia, não sabia se poderia suportar, ficou se culpando, pois tinha prometido ao se coração que não iria mais se apaixonar, e não foi capaz de cumprir sua promessa, amou se machucou novamente e pois seu coração a sangrar.
Bella então depois desse dia, jurou nunca mais fazer promessas, ao invés de colocar seu coração no peito, o guardou em uma mochila velha, e o esqueceu por lá... Esperou por algum tempo que talvez a estrela pela qual tinha se apaixonado, viesse o seu coração resgatar, mas ela o escondeu tão bem, que ninguém nunca foi capaz de achar, e assim Bella cresceu, envelheceu sem nunca mais amar, nunca mais sorriu, nunca se entregou, nem se quer uma lágrima foi capaz de despejar.
“Todos diziam que Bella era a garota sem coração, que um dia amou demais, e por amar demais entregou seu coração, e ao entrega-lo sua vida perdeu o tom, perdeu a cor e seus sonhos e desejos se perderam pelo ar. Mais a quem diga que foi melhor assim, que nunca ninguém deve entregar seu próprio coração a outra pessoa, já outros dizem que se arrependem de nunca te-lo coragem de entregar.”
Arte de escrever para você. s2
O tempo foi se passando, e sua alma continuava pura, mas chegando sua adolescência uma fase cheia de contradições, foram aparecendo alguns problemas, dúvidas e preocupações. Bella uma garota tímida, tentava esconder ao máximo suas dúvidas, mas elas estavam em tudo que via, em todos os lugares.
Foi quando Bella conheceu o amor, por um instante achou que fosse a solução para seus problemas, em parte até era, em outras não. Bella tinha se apaixonado completamente, e pela primeira vez entregou seu coração, fez muitos planos, escreveu cartas e poemas e as jogou no mar… jogou ao mar, mas em uma maré alta esse amor não foi capaz de atravessar.
Bella pegou seu coração de volta, um tanto machucado, e prometeu a ele que nunca mais iria amar. Prometeu, e por um bom tempo cumpriu, não quis saber de amor, construiu uma muralha em sua volta, e nela se sentiu no direito de ficar, seu coração demorou um tempo, mais foi esse mesmo tempo que o fez se recuperar.
Foi quando ao subir no muro procurando por estrelas, viu alguém que brilhava mais na terra, e seu olhar sim se parecia com o luar, e sem perceber começou a novamente se apaixonar, ao lado desse alguém tudo parecia tão perfeito, todo som se transformava em música, toda vogal em poesia, mas o destino parecia não facilitar, ao mesmo tempo em que aproximava também sabia separar, o destino foi cruel, pois nem uma chance deu para que pudesse se declarar, mesmo com as dúvidas sobre esse amor, resolveu se entregar, pois achou que dessa vez, saberia como lidar.
Bella tirou seu coração com a intenção de se entregar, mais logo de começo não teve coragem, parou na metade e resolveu esperar, esperou, esperou, e nada aconteceu, foi quando se viu sozinha sem saber o que fazer, dessa vez a dor em seu coração parecia não parar, e essa dor que sentia, não sabia se poderia suportar, ficou se culpando, pois tinha prometido ao se coração que não iria mais se apaixonar, e não foi capaz de cumprir sua promessa, amou se machucou novamente e pois seu coração a sangrar.
Bella então depois desse dia, jurou nunca mais fazer promessas, ao invés de colocar seu coração no peito, o guardou em uma mochila velha, e o esqueceu por lá... Esperou por algum tempo que talvez a estrela pela qual tinha se apaixonado, viesse o seu coração resgatar, mas ela o escondeu tão bem, que ninguém nunca foi capaz de achar, e assim Bella cresceu, envelheceu sem nunca mais amar, nunca mais sorriu, nunca se entregou, nem se quer uma lágrima foi capaz de despejar.
“Todos diziam que Bella era a garota sem coração, que um dia amou demais, e por amar demais entregou seu coração, e ao entrega-lo sua vida perdeu o tom, perdeu a cor e seus sonhos e desejos se perderam pelo ar. Mais a quem diga que foi melhor assim, que nunca ninguém deve entregar seu próprio coração a outra pessoa, já outros dizem que se arrependem de nunca te-lo coragem de entregar.”
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
Minha Arte
...
Temos um dom em comum
O de transformar tudo em arte
Ou será que é a arte
Que nos transforma em tudo?
Brincamos com tintas e cores
E até fazemos a lua cantar
Mas quando o assunto é sentimento
Não sabemos como manipular
Não levo tudo na brincadeira
E isso você pode acreditar
Mas confesso que deixei de plantar rosas
Com medo de novamente me cortar.
Arte de escrever para você. s2
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