domingo, 5 de setembro de 2010

Ao Seu Lado

És a beleza mais pura que pude imaginar
Tens um cheiro de flor do campo
Sua voz suave como uma canção de ninar
Sonho em um dia em teus braços me entregar.

Seu toque é como vento em tarde de verão
Seu olhar é como uma noite de luar
Tuas palavras se transformam em musicas
E nas partituras eu vou sempre te lembrar.

Tua pele tão macia, como lã e algodão
Teu abraço, faz do triste inverno o verão retornar
Quando andas faz balé, quando queres vem dançar
E o sorriso que em ti transborda, faz eu querer te amar.

Descobri que te amo ao encontrar suas verdades
Tudo me faz lembrar você, por isso a dor da saudade
Espero que sem pressa, sua pressa me leve a você
Pois é ao seu lado que eu quero pra sempre viver.

s2. Arte de escrever para você.

sábado, 4 de setembro de 2010

Suspiro!

"Os olhos mentem..."
Em um suspiro de cansaço, deitei na cama atravessada, tive que encolher as pernas para não perder o equilíbrio e acabar caindo no chão. 

Levantei minha cabeça para olhar a janela, vi o azul do céu que de tão claro fez meus olhos se fecharem. Em um suspiro profundo senti o cheiro do seu perfume e quando olhei você estava a atravessar a porta do meu quarto, caminhava com passos lentos em minha direção, deitou-se ao meu lado e segurou em minha mão, encostou sua cabeça em meu ombro e sussurrou-me meias palavras de amor... 

Você levantou-se suavemente e se inclinou para me beijar, seus lábios estavam prestes a tocar os meus, sentia sua respiração se aproximando bem devagar, fechei os olhos e o meu coração se pois a disparar, esperei pelo seu beijo como jamais imaginei esperar, mas quando vi que demorava, abri os olhos sem pensar, foi quando percebi que era apenas um sonho, queria nele poder voltar, mas foi como as lágrimas que caíram de meus olhos e só o chão puderam tocar.

s2. Arte de escrever para você.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Contradições!

Hoje não quero escrever sobre nada, mas quero que saiba sobre tudo.

Às vezes penso verdades, escrevo mentiras e assim vou vivendo essa agonia.

Às vezes da uma vontade de correr bem devagar, de gritar baixinho,
De me refrescar com o sol como se dormisse em seu ombrinho.

Bebo sem ter sede, como sem ter fome, acordo dormindo, e mais uma vez estou com fome.

Durmo sem ter sonhos e acordo para sonhar,
Retiro do fundo da alma, o que ninguém consegue enxergar.

Fecho os olhos para ver, e ouço o silêncio dos pássaros a cantar,
Posso sentir sua presença, mesmo quando ao meu lado não está.

Presa em minha própria liberdade, censuro frases que só consigo pensar.

Às vezes dou risada com lágrimas, outras vezes lembranças de risadas me fazem chorar.

Meu coração respira o que o pulmão deixou de bombear, pois o cérebro velho, ainda não se cansou de trabalhar.

São contradições que estão soltas pelo ar,
São contradições que me fazem levantar.

E sem saber vou vivendo, e sonho que presa nelas, vou conseguir me libertar.


s2. Arte de escrever para você.